Acordo climático:


 queremos um futuro sustentável.

A mudança para uma economia com baixa dependência de carbono é uma oportunidade de gerar empregos e criar uma sociedade mais saudável, cujo desenvolvimento possa ser mantido por longos períodos. Para isso, precisamos de um novo acordo global de clima que, entre outros pontos, garanta:
• que o aquecimento global fique bem abaixo
   do limiar de 2°C;
• que os países industrializados se comprometam
   a reduzir suas emissões em 40% até 2020;
• que os países em desenvolvimento concordem
   em agir significativamente para que suas
   emissões fiquem menores em pelo menos
   30% do que a tendência atual de crescimento
   em 2020;
• que os países com florestas tropicais reduzam
   75% das emissões por desmatamento até 2020.

A Rede WWF acredita que o acordo de Copenhague deve exigir que todos os governos assumam compromissos com a mudança. Isso dará a milhões de pessoas e outras espécies vivas uma oportunidade de sobrevivência.

Precisamos de você para atingir esses objetivos.
Vote pelo Planeta, deixe a sua mensagem e divulgue para seus amigos e familiares.


Escrito por Dionnara às 11h00
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Boletim Notícias da Terra e da Água

 ed 23 (CPT Asses soria de Comunicação

Romaria de Santa Catarina é realizada

 

Sob o lema “Cuidar da terra. Garantir a vida” foi realizada no dia 15 de novembro a 21ª Romaria da Terra e das Águas de Santa Catarina, na comunidade do Braço do Baú, em Ilhota (SC). Cerca de três mil romeiros e romeiras, de todo o estado, participaram da celebração que provocou uma reflexão sobre o meio ambiente e a questão agrária. A Romaria ocorreu um ano após o desastre ambiental no litoral catarinense, que atingiu fortemente o município de Ilhota. Marcada inicialmente para o dia 13 de setembro, a celebração foi adiada por recomendação dos órgãos de saúde, como forma de prevenção da Gripe A (H1N1). (fonte: CPT-SC)

 

Escrito por Dionnara às 10h58
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Consciência negra

é consciência de classes e de luta

por Michelle Amaral da Silva última modificação 25/11/2009 11:34 Douglas Belchior

Mais que constatações, são necessárias ações que provoquem a população negra para um protagonismo que será fundamental na luta de classes brasileira

Consciência negra é consciência de classes e de luta

 

25/11/2009

 

Douglas Belchior

 

O mês e a semana da consciência negra, celebrada em memória dos líderes Zumbi e Dandara e da revolucionária experiência de Palmares vem sendo cada vez mais incorporada pelos movimentos negros, movimentos sociais e organizações da resistência não só como um momento de reflexão e de festa, mas, sobretudo, como um momento de combate propositivo e enfrentamento às elites racistas deste país.

 

Com a atual crise do capitalismo, aumentam as injustiças sociais e o povo negro sofre ainda mais. O Estado brasileiro, aliado às elites racistas, impõe a violência e a morte, presentes nas ações policiais nos morros cariocas, nas periferias de São Paulo, Salvador e em todas as demais grandes cidades.

 

Nos últimos meses a violência do estado policial, comum a nós, ganhou notoriedade em toda imprensa. Os conflitos patrocinados pela polícia militar em regiões periféricas de São Paulo (casos de Heliópolis, Capão e Paraisópolis) provocaram um sentimento de revolta que a cada dia é mais canalizado para a luta por direitos e contra as injustiças. No Rio de Janeiro e na Bahia a população negra sofre como nunca antes nas mãos armadas do estado repressor que ocupa seus espaços, invade, agride, encarcera e mata.

 

Essa revolta ganha mais sentido à medida que pesquisas como a do estudo da Uerj/Unicef, revelam que as mortes violentas correspondem a 46% dos óbitos de adolescentes no país e é a principal causa de mortes na faixa etária entre 12 e 18 anos. Com isso 33 mil adolescentes deverão morrer por conta da violência até 2012. São quase 5 mil mortes por ano. Em geral, o adolescente assassinado é homem, negro e tem baixa escolaridade.

 

As desigualdades permanecem em todos os níveis: negras/os recebem em média 53% da renda dos brancos. A taxa de desemprego entre negras/os é de 9,3% enquanto que a de brancas/os é de 7,5%. Nos setores com menor remuneração a maioria das/os trabalhadoras/es é negra, caso da agricultura (60,3%), construção civil (57,9%) e serviços domésticos (59,1%). Cerca de 5% dos negro/as formam-se em cursos superiores ao mesmo tempo em que 18% dos brancos atingem esse mesmo grau de estudo.

 

Se no período da escravidão a população africana e seus descendentes eram submetidos aos castigos nas máscaras de ferro, tronco, gargalheira, libambo, além de açoites públicos no pelourinho, hoje a tortura está travestida e institucionalizada pelas polícias militares que detém autorização para abordar, prender, torturar e matar. Se nos tempos da colônia e do Império as famílias negras eram fragmentadas ao serem os seus membros vendidos para senhores diferentes, hoje as famílias negras são fragmentadas graças ao caos social vigente, à precarização dos serviços e direitos essenciais e principalmente pela violência e a barbárie que teima em vitimizar especialmente os negras/as.

 

Mais que constatações, são necessárias ações que provoquem a população negra para um protagonismo que será fundamental na luta de classes brasileira. A organização comunitária através dos cursinhos pré-vestibulares e núcleos de base apresentam-se como uma das alternativas de organização para esse fim.

 

Desde a República de Palmares, que foi o mais importante testemunho do poder de organização política, econômica e militar dos negros na América Latina, nossa população se fez presente em todos os levantes sociais nos períodos da Colônia e do império. A resistência negra se deu historicamente na prática da luta pela sobrevivência e permanece assim até nossos dias. A nós resta lutar!

 

Daí a importância em integrar as demandas e pautas dos mais diversos movimentos às lutas do povo negro, assim como será fundamental para o acúmulo de forças e para a construção de um novo projeto de país a integração da questão racial como um elemento estruturante das desigualdades sociais e não apenas como assunto temático ou setorial.

 

A luta por educação pública, gratuita e de qualidade, por um sistema de saúde eficiente e acessível, por reforma agrária e urbana, por moradia digna, a luta contra os interesses do grande capital especulativo, do sistema financeiro e bancário, do latifúndio e do agronegócio são bandeiras que devem ser apropriadas pelos movimentos negros, afinal, suas conseqüências sociais atingem especialmente a população negra.

 

Da mesma forma esperamos que os/as companheiros/as dos diversos movimentos sociais considerem a necessidade e a urgência do combate ao racismo e às desigualdades dele recorrente, que hoje hegemoniza nossas relações e está institucionalizado e enraizado em toda a sociedade. Só assim teremos chances de vitória no combate à burguesia racista brasileira.

Fomentar a consciência negra é resgatar a consciência de classes e de luta. Portanto, dia 20 de novembro é dia de ação e de enfrentamento!

 

Douglas Belchior é professor de história e membro do Conselho Geral da Uneafro.

Escrito por Dionnara às 10h46
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Acordo climático:

 queremos um futuro sustentável.

A mudança para uma economia com baixa dependência de carbono é uma oportunidade de gerar empregos e criar uma sociedade mais saudável, cujo desenvolvimento possa ser mantido por longos períodos. Para isso, precisamos de um novo acordo global de clima que, entre outros pontos, garanta:
• que o aquecimento global fique bem abaixo
   do limiar de 2°C;
• que os países industrializados se comprometam
   a reduzir suas emissões em 40% até 2020;
• que os países em desenvolvimento concordem
   em agir significativamente para que suas
   emissões fiquem menores em pelo menos
   30% do que a tendência atual de crescimento
   em 2020;
• que os países com florestas tropicais reduzam
   75% das emissões por desmatamento até 2020.

A Rede WWF acredita que o acordo de Copenhague deve exigir que todos os governos assumam compromissos com a mudança. Isso dará a milhões de pessoas e outras espécies vivas uma oportunidade de sobrevivência.

Precisamos de você para atingir esses objetivos.
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Escrito por Dionnara às 15h38
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Confecom passa para etapa nacional

23/11/2009 |

Assessoria de Imprensa

1ª Conferência Nacional de Comunicação

 

Fim de um ciclo, início de outro. Uma vez encerradas, neste domingo, dia 22, as etapas estaduais da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ª Confecom), inicia a preparação para o debate em âmbito nacional. A Comissão Organizadora Nacional tem pela frente três grandes desafios: estabelecer uma metodologia de trabalho para os 1.684 delegados que irão à Brasília representar os estados; organizar toda parte de infraestrutura para um evento de grandes proporções (aproximadamente 2.800 pessoas participarão direta ou indiretamente do evento); e sistematizar as propostas colhidas nas conferências estaduais e distrital.

As propostas listadas até este domingo, prazo final para a realização das Conferências Estaduais e Distrital, deverão ser entregues à Comissão Organizadora Nacional (CON) da 1ª Confecom até o final desta semana. Os presidentes das comissões organizadoras estaduais devem cadastrar cada proposta no site da Confecom. As propostas serão sistematizadas para a elaboração do “caderno de propostas”, o documento com o qual os delegados trabalharão na plenária nacional, em Brasília. De acordo com a CON, as propostas apresentadas nas estaduais serão transformadas em aproximadamente mil propostas sistematizadas.

O representante do Ministério da Cultura na CON, Octávio Pieranti, fez um balanço das etapas estaduais, que iniciaram em outubro e terminaram neste final de semana. Segundo ele, a diversidade de propostas apresentadas nos estados e o envolvimento de setores da sociedade, que até então nunca haviam debatido a comunicação, foi surpreendente. “Cito o caso dos portadores de deficiência, com sugestões relevantes nos grupos de trabalho, inclusive alguns sendo eleitos delegados”, reforçou. Para o representante da CON, essa participação tão ampla se deveu a uma demanda reprimida nos últimos 40 anos. “As Conferências serviram para dar voz a grupos que ainda não tinham um canal de manifestação”.

Sobre os temas mais debatidos e que serão encaminhados à 1ª Confecom, Pieranti destaca a questão da radiodifusão comunitária; a criação de fontes de financiamento para veículos comunitários; a garantia do cumprimento do Estatuto da Criança e Adolescente, em relação à imagem destes na mídia, e a certeza da implementação de um Marco Regulatório para o setor da Comunicação.

Outro ponto relevante, ainda de acordo com o representante da CON, foi o número de inscritos em todas as conferências, apesar do curto espaço de tempo para a divulgação. “São Paulo, por exemplo, teve mais de mil inscrições. No Ceará a adesão foi além da expectativa, o mesmo acontecendo no Rio de Janeiro, em Goiás e em muitas outras unidades da federação”, completou.

Participe do e-Fórum enviando sugestões de pautas, informes, notas, eventos para a agenda e críticas. Escreva para imprensa@fndc.org.br.

http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=458755

Escrito por Dionnara às 20h23
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Cléa Carpi prestigiará

lançamento de obra de ministra do TST

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Brasília, 23/11/2009 - A secretária-geral do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e conselheira federal reeleita pelo Rio Grande do Sul, Cléa Carpi da Rocha, participará na próxima quarta-feira (25) do lançamento do livro "O Princípio da Dignidade da Pessoa Humana na Perspectiva do Direito como Integridade", da ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Cristina Peduzzi. O lançamento da obra, pela LTr Editora, será às 18h30 no Centro Cultural do TST, em Brasília.          

http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=18536

Escrito por Dionnara às 20h22
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CEF pretende reformular

Brasília, 19/11/2009
 projetos sociais

Acordo entre PNUD e Caixa Econômica Federal tenta ampliar atuação internacional do banco e levar microcrédito a pessoas muito pobres

MARCELO OSAKABE
da PrimaPagina

 

O PNUD fechou um acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF) para ajudar o banco a reforçar suas ações na área social. O apoio inclui tanto programas no Brasil — como microcrédito e incentivo aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio — quanto em países em desenvolvimento, sobretudo na África. Durante dois anos, consultores da agência da ONU vão dar capacitação para que técnicos da Caixa possam melhor formular, implementar, monitorar e avaliar projetos nessas áreas.

O acordo tem três objetivos principais, segundo o coordenador-geral do programa Caixa ODM (Objetivos do Milênio), Laurêncio João Korbes. Um deles é expandir o programa de microcrédito do banco, de modo que ele se estenda a pessoas mais pobres. "O Brasil precisa muito desenvolver esse braço, que é voltado para camadas de baixíssima renda", afirma Korbes.

Hoje, o programa oferece empréstimos de R$ 250 a R$ 5 mil para pessoas de baixa renda. Essa modalidade tem algumas simplificações em relação ao crédito normal — não é necessário apresentar um avalista nem outros tipos de garantias de que essa faixa da população simplesmente não dispõe —, mas há requisitos: é preciso comprovar um ano de ocupação contínua e estar com nome limpo na praça. Com o PNUD, a Caixa vai estudar como ampliar a iniciativa mesmo para quem não consegue cumprir esses requisitos.

Outra meta do acordo, assinado em 9 de novembro, é capacitar a Caixa para que ela atue também no exterior, em programas em países da África, como Namíbia, ou em outras nações subdesenvolvidas, como Líbano e Haiti. O banco, em parceria com o PNUD, manteria contato com governos desses locais para apresentar programas de microcrédito e outros projetos sociais, como construção de casas populares e incentivo à inclusão bancária.

Caixa Objetivos do Milênio

 

Além disso, a instituição quer reestruturar o programa Caixa ODM. Criado em 2006, ele é voltado a comunidades de baixa renda —

como catadores de materiais recicláveis, quilombolas, indígenas e artesãos — e premia todo ano projetos feitos por esses grupos. Além do prêmio, os vencedores recebem o acompanhamento de um comitê de funcionários voluntários do banco, que cuidam de inseri-los em programas do governo, incentivam a inclusão digital e oferecem outras ações. As iniciativas do Caixa ODM são normalmente acompanhadas de outras parcerias, com gestores municipais, universidades e iniciativa privada, o que acaba gerando outros tipos de apoio a essas populações.

A assistência do PNUD consistirá em preparar os funcionários e atuar com eles nesses projetos. Hoje, não há uma forma padronizada de ação para os 90 comitês de funcionários, que acabam atuando de forma "empírica", segundo Korbes. Com a parceria, será criada uma metodologia de gestão e implementação para que o projeto possa medir os impactos nos locais. "O que se precisa fazer é aperfeiçoar esse trabalho, para que o Caixa ODM tenha resultados estruturantes, de forma que possam ser posteriormente medidos. Queremos promover uma mudança estruturada e sustentável”, declara.

 

http://www.pnud.org.br/administracao/reportagens/index.php?id01=3351&lay=apu

Escrito por Dionnara às 20h21
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A evolução das negociações

 

 

 

 

Quem esteve acompanhando o noticiário em meados de novembro de 2009 seguiu de perto o imbróglio: na noite do dia 15, ao fim de um jantar no Fórum da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec), o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Rasmussen, afirmou que não seria possível alcançar um acordo sobre metas de redução de emissões de gases de efeito estufa na COP-15 – com isso, a conferência resultaria em um acordo estritamente político. Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama e da China, Hu Jintao, apoiaram publicamente, a afirmação dinamarquesa – o que,é claro, decepcionou profudamente a comunidade mundial.

Não era para menos. Afinal, há dois anos os países signatários da Convenção do Clima estabeleceram que a COP-15 seria o prazo final para o estabelecimento de um novo acordo mundial sobre a redução das emissões de gases de efeito estufa. Primeiro ciclo do Protocolo de Kyoto expira em 2012 e são necessárias novas e mais elevadas metas para conter o aquecimento do planeta.

A declaração dos líderes mundiais também levou a uma redução das expectativas em nível institucional. ONU e governo da Dinamarca, anfitrião da conferência, afirmaram que não será fechado um tratado com metas em Copenhagen, mas sim um acordo político em duas etapas. Isso significa que as metas obrigatórias de redução de emissões de gases do efeito estufa para a segunda fase do Protocolo de Kyoto seriam definidas somente no ano que vem.

Logo em seguida, após uma repercussão extremamente negativa da declaração conjunta, Obama e Hu Jintao afirmaram que “o objetivo não é um acordo parcial, nem uma declaração política, e sim um acordo que cubra todas as questões nas negociações e que tenha um efeito imediato”, sem, entretanto, mencionarem que irão adotar metas. O problema, segundo o cientista político Sérgio Abranches, é que ainda não se tem idéia do que realmente significa essa nova declaração.

Assim, embora tudo pareça caminhar, de fato, para o estabelecimento de um acordo apenas político – até a União Européia já admitiu que, a essa altura do campeonato, esse será o único resultado possível, os resultados dos debates que irão acontecer a partir do dia 7 de dezembro, em Copenhagen, ainda podem guardar uma margem de surpresa.

Negociações travadas há tempo

Todo essa confusão política e jogo de forças e pressões entre as nações ocorre há menos de um mês do início da COP-15 e demonstra que a construção de um acordo global pela redução de emissões não vem sendo fácil. Representantes dos países signatários da Convenção do Clima passaram todo o ano de 2009 se reunindo em diferentes cidades para tentar costurar o novo acordo global, sem muito sucesso. “A conferência em Copenhagen representa a conclusão de um processo de discussão de dois anos. Não se faz um acordo global ambicioso da noite para o dia”, afirma Fernanda de Carvalho, coordenadora política de mudanças climáticas da ONG The Nature Conservance (TNC).

Nos últimos meses, cinco pré-reuniões antecederam a COP 15, porém muito pouco se avançou - o que, como vimos, está colocando em jogo a eficiência do encontro de dezembro. Saiba o que foi debatido – ou não – em cada uma delas:

As reuniões de Bonn

As primeiras reuniões aconteceram na cidade alemã, que recebeu encontros nos meses de abril, junho e agosto. Apesar das expectativas que esse tipo de evento gera em relação construção de consensos, os resultados dos encontros deixaram a desejar. Para a maioria dos participantes, os progressos foram pífios principalmente nas negociações sobre metas de redução e financiamento.

O segundo encontro foi o de maior destaque e durou 12 dias (entre 01 e 12 de junho). De acordo com a assessora técnica da Secretaria Nacional de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Paula Bennati, ficou clara a divergência dos países sobre vários aspectos-chave do documento que serve de base para as negociações.

Um dos pontos cruciais das divergências foi – e ainda é – o fato de que enquanto as nações desenvolvidas resistem em arcar sozinha com o peso da redução, exigindo que os países em desenvolvimento emergente também assumam metas, estes últimos acreditam que a responsabilidade maior pelo aquecimento global é dos mais ricos. Por isso, exigem amplo financiamento para suas ações de mitigação, mesmo sem assinarem um acordo se comprometendo com números de redução de suas emissões.

Durante a reunião, foi colocada na mesa a proposta de um novo acordo, pelo qual as nações emergentes também seriam obrigadas a cumprir metas de emissões. Liderada pelo chamado grupo guarda-chuva (Umbrella Group), formado por Austrália, EUA, Canadá, Japão, Nova Zelândia, Rússia, Ucrânia e Noruega, a proposta pretendia criar um novo tratado a partir do zero, encerrando a vigência do Protocolo de Kyoto.

De acordo com especialistas, o fim de Kyoto representaria mudanças significativas no regime atual do clima. O ano base para a redução de emissões, por exemplo, se deslocaria de 1990 para 2005, o que na prática significa cortes menores de CO2 e que todo o marco jurídico estabelecido para o mercado de carbono teria de ser refeito - além, é claro, da integração de mais países no acordo. “Eles incluíram metas para as nações em desenvolvimento. O Brasil, África do Sul China e Índia são os alvos preferidos de cobranças”, destaca Paula Benatti.

Nos momentos finais do encontro, entretanto Brasil, África do Sul e China – com apoio de mais 33 países – conseguiram dar sobrevida à Kyoto. Uma proposta apresentada em plenária pelo ministro Luiz Alberto Figueiredo, líder dos negociadores brasileiros, sugeriu meta de redução de 40% em oito anos, entre 2013 e 2020. “Se não agíssemos, Kyoto poderia ir desaparecendo do debate por não ter nenhuma proposta nova de período de compromisso”, explica José Miguez, secretário-executivo da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia .

As discussões sobre o fim do Protocolo de Kyoto continuaram em aberto na reunião seguinte, realizada em Bonn, em agosto – e permanecem em aberto até agora. O encontrou terminou com uma cobrança dos países desenvolvidos aos emergentes. Para a construção de um acordo forte, seria necessário que esses últimos apresentassem uma proposta concreta de redução de emissões, com números. Paradoxalmente, contudo, os países ricos, não colocaram as suas próprias metas na mesa.

Em Bangkok continua o impasse

A reunião de Bangkok, em setembro não foi diferente das outras, com países ricos e pobres em lados opostos da negociação, cada um defendendo seus próprios interesses.

Para Juliana Rassur, integrante brasileira do Projeto Adote um Negociador, o único fato a se comemorar nessa reunião foi o anúncio, pela Noruega, de que iria reduzir em 40% suas emissões até 2020. “Houve avanço nos textos de negociação, mas assuntos cruciais para um acordo bem-sucedido em Copenhagen como, por exemplo, um comprometimento sério por parte dos países desenvolvidos sobre a redução de emissões de gases de efeito estufa a médio (2020) e longo prazo (2050) não aconteceu”, afirma.

Na mesa de discussão de Bangkok, estavam os mesmos temas que vêm sendo debatidos desde a primeira reunião em Bonn: o fim do Protocolo de Kyoto e o estabelecimento de um novo acordo climático. Segundo Juliana, os países do chamado Anexo I argumentam que a luta contra as mudanças climáticas tem que ser reforçada por um acordo que abrigue todos os países. “Ou seja, como sabem que o Congresso norte-americano não vai ratificar o Protocolo ou qualquer acordo parecido, querem pegar carona com os Estados Unidos e regular domesticamente (sem amparo de um tratado internacional) a redução de emissão de gases de efeito estufa”, analisa.

Segundo Juliana Russar, foram colocados alguns números na mesa, mas tudo permanece nebuloso, porque eles estão condicionados à ação de outros países. “Os negociadores alegam que estão seguindo instruções e que decisões desse tipo têm que ser tomadas pelos seus chefes”, afirmou. De acordo com o professor Eduardo Viola, do instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, de fato são os chefes de estado que irão definir – ou não – o resultado de Copenhagen. “São questões muito complexas para serem decididas por negociadores, envolvem crescimento econômico e estratégias nacionais. A maior possibilidade de acordo forte que temos é se contarmos com a presença de chefes de estado na conferência”, afirma.

Na opinião do especialista em mudança de clima e representante do Instituto Vitae Civilis, Morrow Gaines Campbell III, entretanto, os negociadores preferiram virar as costas às necessidades do planeta ao utilizar essa justificativa. “Estamos numa panela de pressão. Os ingredientes, os elementos básicos do Plano de Bali: Visão Compartilhada, Mitigação. Adaptação, Transferência de Recursos Tecnológicos e Transferência de Recursos Financeiros foram colocados na COP 13, em Bali. Ficamos marinando nesta panela durante um ano e meio com o fogo desligado. De repente se dá conta que não vamos poder servir a refeição em Copenhagen. Ligou-se o fogo, mas baixo. Com este nível de energia o processo não vai ser finalizado em dezembro”, escreveu em artigo no site da organização.

Barcelona, a última chance de avanço

A energia também esteve baixa na cidade espanhola em novembro, no encontro considerado crucial pelo próprio secretário-executivo da Convenção do Clima da ONU, Yvo de Boer, para a obtenção de um acordo forte durante a COP-15. “As negociações em Barcelona precisam avançar e criar uma base sólida para o sucesso em Copenhagen”, afirmou antes do evento.

Os progressos, porém, mais uma vez foram tímidos, com a indisposição política e os interesses econômicos falando mais alto. Segundo o coordenador do programa de Clima do Greenpeace, João Talocchi, a definição de várias outras questões em jogo, como adaptação e transferência de tecnologia, dependem do acordo a respeito de dois aspectos principais: “Não adianta discutirmos outros pontos, se as metas de redução e o financiamento dessas ações não saem do lugar”, avaliou.

No encontro, em atitude inédita, o grupo dos países africanos interrompeu os trabalhos alegando não haver interesse em se discutir outros temas sem que antes os compromissos de redução dos países fossem estipulados. Após um acordo, ficou definido que 60% das discussões seriam dedicadas às metas e 40% aos outros assuntos.

Entretanto, as metas, mais uma vez, não foram estabelecidas. E as expectativas em relação a Copenhagen começaram a ser reduzidas, com países desenvolvidos já falando em adiar a decisão para 2010.

Mundo sem tratado

O debate pós-Barcelona sobre o adiamento da criação de um novo tratado sobre clima, culminou com o imbróglio de meados de novembro protagonizado por declaração dos Estados Unidos e China sobre o estabelecimento de um acordo apenas político em Copenhagen e a subseqüente declaração da ONU e do governo dinamarquês sobre a realização do acordo em duas etapas, absorvendo a idéia dos dois líderes mundiais.

De acordo com a ONU, o novo objetivo da cúpula em Copenhagen é fechar um acordo político que reúna compromissos concretos sobre redução de emissões e mecanismos de adaptação e financiamento a curto e médio prazo, destinados aos países desenvolvidos para aqueles em desenvolvimento. A construção de um novo tratado, contudo, ficando para depois.

“Sinto que, hoje, se vê tudo melhor do que antes. Há seis meses, algumas discussões que tivemos nas últimas semanas teriam sido impossíveis. Foi reconhecido que este é o caminho para conseguir um acordo ambicioso”, afirmou a ministra do meio-ambiente da Dinamarca, Connie Hedegaard. Segundo ela, haverá um tratado “assim que for possível”, sem dar mais detalhes e justificando: “temos que fazer o que as partes nos dizem que é possível”.

Em entrevista ao site oficial da Conferencia, John Prescott, ex-negociador da União Européia para o Protocolo de Kyoto, disse que fechar esse acordo será 10 vezes mais difícil (veja clicando aqui). “Agora é um momento para a arte do possível e esse é o papel do negociador – alcançar muito mais do que os fatalistas prevêem, como vimos em Kyoto”, falou.

Prescott pediu para que os negociadores esqueçam a desgraça e a melancolia. “Vamos todos continuar caminhando e debatendo para um acordo”. O grande desafio para se encontrar um pacto de consenso é o tamanho da Conferência. “Kyoto envolveu 47 países, em Copenhagen serão 190”, afirma.

Sérgio Abranches, cientista político e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, publicou em seu site Ecopolítica que o destino da Cúpula de Copenhagen depende agora de um triplo dilema. “Obama só comprometerá o EUA internacionalmente com o que o Congresso colocar na lei. A China só avançará como prometeu rumo a uma meta quantitativa doméstica, depois que o EUA mostrar seu jogo. Como o Congresso está travando a lei sobre mudança climática, o presidente dos Estados Unidos vem recuando de sua promessa pessoal de liderar a feitura de um acordo global ambicioso. A China, em resposta, adia sua jogada. É o mesmo que os dois países vetarem um acordo efetivo em Copenhagen”, afirma.

(ANDI)

Escrito por Dionnara às 20h19
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IAB diz a Lula

que é contra extradição do italiano Cesare Battisti.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (20/11) que só anunciará sua decisão sobre a extradição do italiano Cesare Battisti depois que receber formalmente o acórdão do STF e se reunir com a sua assessoria jurídica para discutir o assunto. Por 5 votos a 4, o STF autorizou nesta semana a extradição de Battisti, mas, pelo mesmo placar, entendeu que cabe ao presidente a palavra final sobre a execução da sentença. A notícia é da Folha Online.



Na quinta-feira (19), uma fonte do governo disse à Agência Reuters que Lula não deve extraditar o italiano e não tem pressa para anunciar sua decisão. De acordo com a fonte, o governo procura agora argumentos jurídicos para embasar sua posição. "Primeiro, eu tenho que receber a comunicação da Suprema Corte brasileira, que ainda está sendo redigida. Depois que eu receber a decisão, eu vou tomar a decisão", disse o presidente a jornalistas em Salvador.



O ministro Carlos Britto, do STF, negou ter mudado o seu voto ao defender que o presidente Lula decida sobre a extradição de Battisti com o objetivo de beneficiar o italiano. Ele votou pela extradição do italiano. "Não inovei em nada. Há dois meses, quando da extradição de um israelense, o tema foi debatido ainda que com mais rapidez, eu disse isso com todas as letras: quem tem competência para entregar o extraditando ou o extraditável é unicamente o presidente da República. Só fiz confirmar isso anteontem. Não foi invencionice, não foi improvisação", afirmou.



Britto foi único ministro que votou a favor da extradição e a favor da tese de que o presidente tem poder discricionário para conceder ou não a extradição, independentemente do que decidiu o Supremo. Segundo o ministro, a tarefa do STF no caso Battisti foi concluída ao final do julgamento. "Cada coisa em seu lugar, o Supremo decide sobre a extraditabilidade, a parte jurídica, encerra aí. Em sequência vem a parte política, que é de responsabilidade do presidente da República."



O ministro Ricardo Lewandowski minimizou as dificuldades do tribunal em redigir o documento (acórdão) com a decisão final sobre a extradição de Battisti, o que pode atrasar a tomada de posição do presidente Lula no caso. Lewandowski considerou natural o ministro Cezar Peluso, relator do caso Battisti, pedir auxílio da ministra Cármen Lúcia para redigir o documento.



"Como foi vencido em parte, ele entendeu que o acórdão deveria ser redigido na parte em que ficou vencido pela parte vencedora", afirmou Lewandowski. Peluso disse ontem que teria dificuldades para redigir a parte do acórdão referente à decisão do STF de deixar para o presidente a palavra final sobre o caso Battisti. Durante o julgamento, Peluso se mostrou contrário a essa possibilidade, defendendo que a decisão do STF no caso de extradição deve ser automaticamente aplicada pelo Poder Executivo. Por esse motivo, o relator disse não ter "condições" de redigir a parte do acórdão que decidiu em sentido contrário.



Carmen Lúcia foi a primeira a votar em favor do direito de o presidente aplicar ou não a decisão de extradição emanada do Supremo - por isso Peluso deve pedir seu auxílio na elaboração do documento. Para Carlos Britto, o tribunal deixou explícita a sua posição favorável à decisão final ser tomada pelo presidente Lula porque os votos foram "claríssimos" nesse sentido. Os ministros contrários a essa posição, deixaram claro no julgamento, que nunca antes nesse país, o presidente da República deixou de aplicar a decisão tomada pelo Supremo.



Opinião do IAB



O presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Henrique Maués, enviará documento na próxima segunda-feira (23) ao presidente Lula pedindo que ele ratifique o ato do ministro da Justiça, Tarso Genro, e não decida pela extradição do italiano Cesare Battisti. "O ministro da Justiça analisou com profundidade o tema e o seu parecer é bem fundamentado, concluindo que houve um ato político", afirmou Maués. O presidente do IAB encontra-se em Cuba, onde firmou convênio de cooperação entre o insituto que preside e a União dos Juristas de Cuba.


Fonte: Consultor Jurídico



http://www.conjur.com.br/2009-nov-20/lula-decidira-extradicao-acordao-stf

Escrito por Dionnara às 20h16
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CAMPANHA MUNDIAL

Olá,
Venho hoje pedir que entrem no site http://www.tictactictac.org.br/  e
que assinem o abaixo assinado.
Trata-se de uma cambanha mundial que tem como objetivo precionar os
governantes mundiais a adotar posturas responsáveis com relação as
mudanças no clima e o futuro da vida no planeta.
Considero este um assunto de todos nós, que deveria estar permeando
totas as nossas causas. Por isso, tomei a libredade de encaminhar este
chamado para todas as listas que participo, para todos os emails da
minha agenda.
Convido você a fazer o mesmo.
Segue um texto retirado do site.
Um abraço,
Carolina


Princípios da Campanha TicTacTicTac
Sex, 18 de Setembro de 2009 07:34    .CAMPANHA GLOBAL DE AÇÕES PELO
CLIMA - BRASIL (GCCA-BR)
É a iniciativa brasileira conectada à GCCA: campanha global que visa
sensibilizar os governos de países chave em todo o mundo, para que a
COP15 - Conferência do Clima a ser realizada em dezembro/09 em
Copenhague - represente um avanço decisivo no processo de
enfrentamento das mudanças climáticas.

Objetivo: Conseguir do governo brasileiro um posicionamento mais firme
e ousado na CoP15, tanto assumindo compromissos concretos, quanto
ampliando sua posição de liderança positiva, propondo ações e metas
ambiciosas, vinculantes e conseqüentes, alinhadas com os mais recentes
conhecimentos científicos e com os interesses estratégicos de longo
prazo do Brasil e do Mundo.

Para isso, reconhecendo que há também outras medidas de grande
importância e pelas quais é preciso empenhar-se, a GCCA-BR propõe que
o governo brasileiro comprometa-se a trabalhar na COP15 visando pelo
menos a seguinte:

PLATAFORMA MINIMA:

Criar um novo marco internacional, garantindo que o aquecimento global
ficará bem abaixo dos 2º C em relação à média da era pré-industrial;

Estabelecer metas e mecanismos para que, antes de 2020, se inicie a
trajetória descendente das emissões globais de gases do efeito-estufa;

Estabelecer metas ambiciosas e rígidas de redução de emissões de gases
do efeito-estufa pelos países desenvolvidos, garantindo, no máximo até
2020 a redução de pelo menos 40% das suas emissões, em relação aos
níveis de 1990;

Fomentar uma redução substancial na curva de crescimento de emissões
dos países em desenvolvimento, inclusive com o estabelecimento de
objetivos mensuráveis e medidas nacionais apropriadas para os mesmos;

Estabelecer legalmente mecanismos financeiros para viabilizar a
redução de emissões e programas da adaptação nos países em
desenvolvimento, para atender as áreas e comunidades mais vulneráveis
às mudanças climáticas;

Aprovar a criação de soluções e mecanismos de REDD (Redução das
Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal) capazes de estimular
e recompensar os países tropicais pela redução do desmatamento e das
emissões a ele associadas, e pela conservação florestal em seus
territórios, de forma justa e que assegurem direitos de populações
indígenas e tradicionais e que sejam consistentes com a
sustentabilidade do desenvolvimento humano;

Adotar medidas e políticas, em diversas escalas, que promovam a
sustentabilidade e dignidade do desenvolvimento humano e a integridade
dos processos ecológicos essenciais, mediante a transformação da
economia e o fortalecimento da democracia.

Estratégia: Mostrar ao governo brasileiro que, além das evidentes
motivações estratégicas e científicas para as posições defendidas na
plataforma mínimaacima, há também um clamor da sociedade brasileira
nessa direção, tanto por parte de suas lideranças, quanto por parte da
sociedade civil organizada e da população em geral




Carolina Duarte
Psicóloga (CRP 05/27593)
Gestalt-terapeuta
Terapeuta de Família
www.duartecarolina.blogspot.com


Escrito por Dionnara às 20h15
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04) ATOS CONTRA A EXTRADIÇÃO DE CESARE!


Já fazem 2 anos e 8 meses que Cesare Battistit está preso no Brasil.
Nesta quinta, 12 de novembro, o STF decidirá se ele será ou não
extraditado para a a Itália. Battisti é um militante italiano da
geração de 68, dos "anos do amor", como ele mesmo diz. Acusado
injustamente, Cesare passou a vida tentando escapar da perseguição
política que sofreu dos diversos governos italianos, até hoje.

Matéria completa:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/11/458235.shtml

Escrito por Dionnara às 16h21
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URGENTE

 

 

 

*Neste domingo (15/11) gays, lésbicas, travestis e transexuais comemoram o
Dia da República na 4ª Parada do Orgulho LGBT de Duque de Caxias e **se
solidarizam e ajudam as vítimas das enchentes no município*

*Organização pede que participantes levem alimentos e roupas*



É com imenso prazer que convidamos a tod@s para a *4ª Parada do Orgulho de
Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de Duque de
Caxias*(RJ), este ano em um momento especial: o país comemora
*120 anos da Proclamação da República*, o mundo celebra os *40 anos *do
episódio de *Stonewall* e o movimento LGBT brasileiro festeja o fato de o *PLC
122* (que criminaliza a homofobia, equiparando-a ao crime de racismo) ter
sido *aprovado* em importante Comissão da Câmara Federal. A Parada acontece
no dia da Proclamação da Republica por que gays e lésbicas defendem a
cidadania de todos e não somente de seu segmento. Por essa razão, a
organização do evento, solidária com as vitimas das enchentes de Duque de
Caxias, pede que cada participante leve um quilo de *alimento* não
perecível, *roupas* ou brinquedos para as *famílias vitimadas* pelos
alagamentos, provando assim o *papel social* das Paradas do Orgulho LGBT.



Organizada pelo Grupo Pluralidade e Diversidade de Duque de Caxias em
parceria com o Projeto Legal, com o apoio do Governo do Estado do Rio de
Janeiro – através da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e
Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos –, do Grupo
Arco-Íris de Cidadania LGBT do Rio de Janeiro, Grupo Diversidade de Niterói,
Grupo Liberdade de São Gonçalo e Grupo Mover-se de Nova Friburgo a 4ª Parada
do Orgulho LGBT da cidade terá como slogan *“A República é de todos!
Liberdade de expressão e direitos LGBT Já! Não à vinculação entre órgãos
públicos e religiões pelo estado laico!”*, tendo como uma das suas
principais bandeiras a aprovação pelo Senado Federal do projeto de lei da
Câmara nº122, que criminaliza a homofobia.



O evento começa *às 13h* na Avenida Brigadeiro Lima e Silva e tem previsão
de encerramento às *19h30*. Estarão presentes o ministro do meio
Ambiente, *Carlos
Minc*, lideranças públicas como *Cláudio Nascimento* (Superintendente de
Direitos Individuais, Coletivos e Difusos) e *Gilza Rodrigues* (Presidente
do Grupo Arco-Íris), além de representantes da classe artística, como o
promoter *David Brazil* e a modelo/atriz *Viviane Araújo*, padrinho e
madrinha da Parada.



Vamos finalmente conseguir ir às ruas da cidade de Caxias com a cabeça
erguida e orgulho de sermos quem somos para comemorar a *vitória da
liberdade* sobre o obscurantismo do governo local, que no último dia 11 de
outubro impediu que a manifestação fosse realizada, em uma atitude
preconceituosa e fundamentalista. Vamos às ruas mostrar que a nossa *luta é
digna*, nosso *amor é legítimo* e nosso *objetivo é a PAZ*! Nos vemos lá!




--
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PARA CONTACTAR-ME ENVIE E-MAIL PARA claudio.nascimentosilva@gmail.com



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Cláudio Nascimento
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021 85965154
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*Orkut Claudio - Perfil Lotado
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=3193455291552487787&rl=t

*TWITTER: https://twitter.com/claudionline

*Facebook: Claudio Nascimento Silva

*MSN cnsjequitiba@hotmail.com

*Skype cnascimentosilva

VAMOS VOTAR CONTRA A HOMOFOBIA. ACESSE E VOTE WWW.NAOHOMOFOBIA.COM.BR

Escrito por Dionnara às 19h11
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Tragédia colombiana

por Michelle Amaral da Silva última modificação 10/11/2009 11:31

Colaboradores: Frei Betto

Favorecer na Colômbia um terceiro mandato de Uribe é sacramentar a corrupção e a impunidade

 

 

10/11/2009

 

Frei Betto

 

A UNASUL (União das Nações Sul-Americanas) enfrenta um impasse diante da teimosia do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, de ampliar a instalação de bases usamericanas no território de seu país. Os demais presidentes estão contra. Preferem preservar a soberania e a independência da América do Sul.

 

Na reunião de Bariloche, em agosto, o presidente Lula bem argumentou: se desde 1952 as tropas estadunidenses não conseguiram erradicar o narcotráfico na Colômbia, por que agora estariam aptas a fazê-lo?

 

Funcionam na Colômbia três Estados paralelos: a guerrilha das FARC; o narcotráfico; e os grupos paramilitares, criados supostamente para combater os dois primeiros. Desde 1991, cerca de 2.500 sindicalistas foram assassinados naquele país, 500 sob o governo de Uribe. Os paramilitares puxam o gatilho, mas quem os financia são empresas nacionais e transnacionais.

 

A Coca-Cola sofre processo judicial por ter apelado aos paramilitares para reprimir atividades sindicais, entre 1992 e 2001, que resultaram na morte de sete sindicalistas. A Chiquita Brands, exportadora de banana, admitiu ter financiado o grupo terrorista Autodefesa da Colômbia. A Dyncorp foi acusada de contaminar com substâncias tóxicas lavouras de pequenos agricultores na fronteira entre Colômbia e Equador, visando a erradicação do plantio de coca. Tais fatos têm impedido que o governo dos EUA, empenhado na investigação dessas empresas, realize o grande sonho de Uribe: assinar o tratado de livre comércio entre os dois países.

 

A empresa Drummond, com sede no Alabama, explora minas de carvão e é acusada de ordenar o assassinato, por mãos de paramilitares, de três dirigentes sindicais. Ela extrai da Colômbia mais de 16 milhões de toneladas de carvão/ano. Seu faturamento anual está calculado em US$ 500 milhões, graças ao trabalho de 3.000 mineiros remunerados a US$ 2,5/hora.

 

A Justiça de Atlanta acusou a empresa de acobertar os assassinos dos sindicalistas colombianos e condenou a empresa, baseada numa lei de 1789, promulgada para punir ações de pirataria e crimes cometidos fora do território dos EUA. O processo correu sob segredo de Justiça, mas a mídia de Alabama pressionou e, agora, sabe-se que Rafael García, ex-chefe do departamento de informática do DAS (Departamento Administrativo de Segurança), órgão máximo da segurança do Estado colombiano, preso por haver destruído informações sobre os narcotraficantes de seu país, revelou as conexões entre parlamentares e funcionários comprometidos com os paramilitares.

 

García confessou que pouco antes do assassinato dos sindicalistas presenciou uma reunião entre o presidente da filial colombiana da Drummond e o chefe paramilitar que controlava a região. Viu quando o empresário entregou ao paramilitar US$ 200 mil para assassinar os sindicalistas. Contou ainda que os paramilitares usavam barcos da Drummond para transportar cocaína à Europa e Israel.

 

Favorecer na Colômbia um terceiro mandato de Uribe é sacramentar a corrupção e a impunidade.

 

Frei Betto é escritor, autor de “Cartas da Prisão” (Agir), entre outros livros.

Escrito por Dionnara às 20h56
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Editora Expressão Popular

completa 10 anos

por Michelle Amaral da Silva última modificação 29/10/2009 14:32

Evento será em São Paulo e contará com o lançamento de livros do intelectual Leandro Konder e de Edson Teixeira

 

 

 

29/10/2009

 

 

da Redação

 

Leia mais:

Nas batalhas das idéias

 

No próximo dia 11 de novembro, acontecerá em São Paulo a festa de comemoração dos 10 anos da Editora Expressão Popular. O evento está sendo organizado pela editora em conjunto com o Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae.

 

Em seu aniversário, a editora homenageará o intelectual, professor e escritor Leandro Konder, com o lançamento de quatro livros de sua autoria:

“Marxismo e alienação”;

“O marxismo na batalha das ideias”;

“Introdução ao fascismo”;

e “A derrota da dialética”.

 

No evento, haverá também o lançamento do livro “Carlos, a face oculta de Marighella”, de Edson Teixeira.

 

Escrito por Dionnara às 20h48
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Campanha irrita familiares

Parentes e entidades ligadas a desaparecidos políticos reclamam do governo Lula, que lança propaganda em busca de informações junto à população, mas não abre arquivos secretos da União

Ao gastar R$ 13,5 milhões em uma campanha para arrecadar informações que levem aos corpos de desaparecidos políticos, o governo Lula inaugurou um novo foco de litígio com as famílias das vítimas do regime militar. Enquanto a própria União admite que a iniciativa pode fracassar, entidades e parentes pedem a abertura dos arquivos secretos da ditadura, ainda hoje mantidos sob sigilo pelo Planalto.

A propaganda é veiculada no horário nobre do rádio e da TV, além de ocupar espaços privilegiados nas principais revistas de circulação nacional. O projeto Memórias Reveladas estimula a população a entregar documentos pessoais, com objetivo de reforçar as investigações que possam ajudar na identificação dos corpos. Mas líderes de grupos envolvidos nas buscas colocam em dúvida os resultados da iniciativa. Presidente do Tortura Nunca Mais, Cecília Coimbra, ela própria uma ex-presa política, é enfática:

– É uma encenação para a sociedade. O governo não abre os arquivos e vem com essa campanha pífia. Estão tentando tirar a responsabilidade do Estado e repassar para a população.

Entre os 140 nomes de desaparecidos no Brasil, está o do gaúcho João Carlos Hass Sobrinho, morto em 1972 na Guerrilha do Araguaia. Em 37 anos de buscas, a irmã dele, Sônia Hass, já esteve três vezes na região, conversou com moradores e participou da retirada de ossadas do cemitério de Xambioá (TO). Está desiludida:

– Há anos não temos novidades. Duvido que essa campanha resulte na localização dos corpos.

A desconfiança de Sônia é reforçada por Paulo Sérgio Pinheiro, conselheiro da Organização dos Estados Americanos (OEA). À frente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que estuda casos de tortura e perseguição política, Pinheiro já sugeriu ao governo a criação de grupo especial para analisar violações contra os militantes nos anos 1960 e 1970. Para ele, campanhas de propaganda são úteis para transmitir conhecimento às novas gerações, mas falham na solução do impasse.

O problema não se limita ao território brasileiro. Outros 32 militantes teriam morrido no Exterior, entre eles, cinco gaúchos (veja quadro). O projeto Memórias Reveladas não prevê ações para localização desses restos mortais.

O próprio Planalto admite que a meta de encontrar os corpos dificilmente será atingida com a campanha. Ligado ao Arquivo Nacional, o Centro de Referência Memórias Reveladas é responsável pela administração do projeto e trabalha com a expectativa de recolher 500 mil documentos até o fim do ano. O órgão tem sede no Rio e recebe cerca de 10 e-mails por dia – a maioria com críticas aos anúncios. Há seis anos, uma decisão judicial determinou que a União abrisse seus registros sobre a Guerrilha do Araguaia. Depois de uma série de derrotas na Justiça, o governo estruturou em julho um grupo para começar as buscas na região, sem sucesso. E os documentos seguem sob o carimbo de sigilo do Ministério da Justiça.

– A União não tem condições morais de pedir ajuda à população se ela própria não abre os arquivos – afirma o conselheiro do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke.

POLÊMICA NO AR
Decomposição dos ossos dificulta identificação de restos mortais
Diante das dificuldades em encontrar dados que levem aos desaparecidos políticos, as entidades envolvidas com o tema centraram foco na região do Araguaia (TO). Há 10 ossadas retiradas da região e ainda não identificadas e armazenadas na Secretaria Especial de Direitos Humanos.

De acordo com o representante da secretaria, Pedro Pontual, as ossadas, guardadas em Brasília, passaram por exames de DNA em 2006. Elas foram retiradas do Araguaia em três expedições: 1991, 1996 e 2001. Devido ao acentuado estado de decomposição, as análises não foram conclusivas. Pontual afirma que parte do material foi encaminhada a um laboratório em São Paulo. Não há previsão para a realização de novos exames de DNA.

IARA LEMOS | BRASÍLIA
Quem são os gaúchos desaparecidos

NA ARGENTINA
Nove brasileiros desapareceram durante o regime militar. Três gaúchos:

- Jorge Alberto Basso – Filho de mãe gaúcha, nasceu em Buenos Aires e veio para Porto Alegre ainda criança. Foi preso no dia 15 de abril de 1976, em hotel de Buenos Aires.

- Edmur Péricles Camargo – Conhecido como “Gaúcho”, nasceu em São Paulo, mas se mudou ainda jovem para o Rio Grande do Sul. Foi banido do Brasil em janeiro de 1971, após o sequestro do embaixador da Suíça no Brasil. Teria sido preso por autoridades brasileiras e argentinas quando o avião que ia do Chile para o Uruguai teve de aterrissar no aeroporto de Buenos Aires.

- Joaquim Pires Cerveira – Natural de Santa Maria, Cerveira era major do Exército. Foi preso em Buenos Aires na madrugada do dia 12 de dezembro de 1973.

NA BOLÍVIA
- Luiz Renato Pires de Almeida – Nascido em Formigueiro, desapareceu em outubro de 1970. Foi morto pelas tropas bolivianas.

NO CHILE
Ao todo, sete brasileiros desapareceram. Um gaúcho:

- Nilton Rosa da Silva – Conhecido como Bonito, nasceu em Cachoeira do Sul. Foi assassinado em 15 de junho de 1973 durante uma manifestação de rua em apoio a Salvador Allende.

NA GUERRILHA DO ARAGUAIA
- Paulo Mendes Rodrigues – De acordo com os arquivos do major Curió, um dos chefes da repressão, foi morto no dia 25 de dezembro de 1973, em combate com os militares.

- José Huberto Bronca – Foi capturado em abril de 1974 e executado por militares. Era chamado de Fogoió.

- João Carlos Haas Sobrinho – Era um dos comandantes do grupo. Foi morto em combate contra os militares em 30 de setembro de 1972.

- Cilon Cunha Brum – Conhecido como Cumprido, foi fuzilado por um pelotão do Exército em 5 de março de 1974.

ZERO HORA – Edição nº 16.142




Publicado em: 01/11/2009

Escrito por Dionnara às 20h43
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